quarta-feira, abril 26, 2006

As lembranças que nunca vivas...

Como fazer-te ver a força dessa luz
A ti, que nunca viste a bruma e as negras sombras?!
Como descrever-te o fio que conduz
A certa madrugada... cor da esperança?!

Peço-te por tudo que não esqueças
As lembranças que espero nunca tenhas.
Sobretudo, peço-te: mereças
A liberdade toda que o teu olhar agora alcança.

Hoje jantas à mesa dos teus sonhos
Porque tê-los é doce e já possível.
Mas não esqueças que é tão frágil este vidro...

Que este cravo que te ofereço, rubro...
Sendo hoje certo e apetecível
Porque fácil, tão presente... corre perigo.

para a Joana, 25 de Abril de 2006

5 comentários:

Carmen disse...

Emocionaste-me como já não esperava possível...
Beijos e obrigada pela prenda á nossa filha!!!

sofia disse...

Muito bonito, de facto!

juhh* disse...

=) xD obrigadAh!!
Gosto mt0 de ti pai!

Silêncios disse...

Sim, há lembranças que esperamos que "eles" nunca tenham...
Fica um beijo

Poesia Portuguesa disse...

"...Hoje jantas à mesa dos teus sonhos
Porque tê-los é doce e já possível.
Mas não esqueças que é tão frágil este vidro..."

...que a esperança viva, na fragilidade dos sonhos...

Um belo Poema. Gostei!

Espero que não se importe, que lhe tenha "roubado" um poema ali em baixo...algum inconveniente, será de imediato retirado.

Um abraço e bom fim de semana ;)