sexta-feira, maio 05, 2006

Sonhar

Navego no teu corpo turbulento,
Deslizo numa jangada perdida
Arrastada pela água e pelo vento,
Descendo vertiginosa descida.

Cavalgo no teu corpo contra o tempo
C’um cavalo de crinas cor de vida,
D’olhos grandes, da cor do sentimento,
Que corre em vertiginosa corrida.

Perco-me nos teus braços, não o nego!
Minha boca é abrasada por teus beijos;
Tudo isto é um sonho permanente!

Não me perco, cavalgo ou navego,
Mas, se o sonhos saciam meus desejos,
Então, quero sonhar eternamente!

joão lopes em 1987

6 comentários:

Pluma disse...

Muito bonito...
Beijo

Maria P. disse...

Deslizante leitura...
Beijo.

Silêncios disse...

Há sonhos tão reais de viver...
Um beijo para ti

Maria P. disse...

Senhor Poeta tem um recado na Casa de Maio.
Beijinho

Mim disse...

Soberbo...especialmente os tercetos!

Poesia Portuguesa disse...

Gostei!

Um abraço e bom fim de semana ;)