quinta-feira, março 16, 2006

Quisera um dia


Quisera um dia o sol não ter brilhado,
Eu perguntei-te, Lua, que era feito
Da luz que havia sempre iluminado
Um dia após o outro sempre a eito?

Esperei dessa resposta o resultado
Do que dirias tu desse defeito
E só ouvi um grito de soldado
Que parte para uma guerra contrafeito.

Não ouvirás de mim outro queixume
Das lembranças que guardo em relicário
De oiro, embebido de incenso e perfume.

Não brilhe mais o sol no santuário
da voz que trazes presa ao teu ciúme,
Nem Lua sejas mais no meu calvário!

joão lopes

3 comentários:

blue note disse...

João Meu Amigo Doce...

Vejo tristeza neste poema? Melancolia certamente. Como sempre a beleza das tuas palavras toca-me fundo. E osentido que lhes dás...

Já podes clicar no meu nome. Espero que desta vez só as eleitas e os eleitos me visitem, como tu.

Beijos e muitas saudades.
PS não tenho comentado no Observatório mas tenho-te acompanhado sempre. Preciso das tuas ideias para não esquecer as minhas :))

Silêncios disse...

Uma imagem de desalento...que não deixa de ser bela...
Um beijo, para ti João

miosotis disse...

Não esperava encontrar tanta sensibIlidade!
Só prova, mais uma vez, a dualidade de nosso ser e seus sentires!

Escolhi particularmente este poema, pela desalento, pela amargura rígida em contraponto com o azul profundo da imagem!

Pediste-me para aqui vir... aqui estou!

Voltarei para ler teus versos com mais cuidado, sinto-me cansada!

bjs