quarta-feira, junho 10, 2009

Quero-te porque queres o impossível!

Porque imaginas mesmo
saber das águas
mais que o próprio mar.

Saber do ar
mais que o próprio vento.

Quero-te!

Mas não perguntes.
Imagina apenas
Todas as dimensões dos meus sorrisos.

Sabes que não sabes quem sou
E imaginas mesmo assim
gostar de saber quem somos.

Quero-te porque queres o inefável!

…e eu não pergunto
procuro apenas.
E eu não sei,
Apenas sinto.

Imagino até
Saber quem és...
e sei que não sei sequer
porque me queres.

Tudo o que quero
Apenas quero!

14 de Fevereiro de 1992

1 comentário:

Paulo Sempre disse...

Estranha poesia...
Um poema que identifica o desassossego interior...com mestria.

Abraço
Paulo