quarta-feira, setembro 10, 2008

...um poema à minha Mãe...
Que um rio nunca esquece
nem quando encontra o mar…
esses montes de onde desce,
o seu primeiro lugar.

Assim recordo e vejo
as noites no teu colo.
As carícias e um beijo
nos momentos do acordar.

E a tua voz contando
estórias de papões com sacos
enquanto eu fantasiando
via Pedros e Marias…

Com essa mesma voz
criavas contos novos
e fazias com que nós
inventássemos magias.

Explicavas, sem saber
Que o mundo não é cinzento…
é da cor que eu quiser,
é da cor do pensamento!

Porto 1 de Setembro de 2008

2 comentários:

um Ar de disse...

Se havia coisa que a mãe sabia fazer e bem, era contar-nos histórias e inventá-las.
.
Acho que "herdámos" [quiçá pelo convívio] essa faceta materna.
.
O poema é lindíssimo!...
.
E, não tenho comentado os outros, porque... "tempo" não tenho, ou deixei de ter... Pena. Mereciam ser comentados, todos!
.
[Beijo fraternal]

Poesia Portuguesa disse...

Qualquer Mãe gostaria de receber um poema assim...

Um abraço