segunda-feira, janeiro 21, 2008

Com a lua
fiquei com os olhos cheios...
e inventei a dúvida,
a angústia do momento
de saber quem sou.

nas estrelas
cheguei ao fundo do olhar...
procurei o verbo,
a primitiva luta
saber porquê .

e no sol...
no radioso fogo da manhã,
desvendo o segredo imenso
dos amanhãs de sombra
ou de mistério...

e fico assim...
perdido nos astros...
Sem saber sequer
que fazer de mim!

4 comentários:

um Ar de disse...

Não sei porquê (ainda não sei explicar), há qualquer coisa de profundamente feminino neste poema.

Quando souber direi.

Gostei do regresso do "poeta".

Bj

Eduardo Leal disse...

Gostei deste comentário...
É que, apesar do meu ar de bruto(!!) sinto que, de facto, consigo manter vivo o meu lado feminino.

E não me dou mal com isso!

um Ar de disse...

Não podias ter explicado melhor do que eu o porquê do meu comentário.
Era isso. Precisamente isso.

Discordo de Um Ar De bruto. Não tens. Não és.

[Para mim, que te conheci com uns lábios vermelhinhos e infantis, nunca terias...]

Quanto a não te dares mal por manter vivo o teu lado feminino, concordo. Faz parte dos teus encantos masculinos e da tua poesia.

Disseste-o bem melhor do que eu... e continuarás a dizer.

Na árvore genealógica que partilhamos, definitivamente, és tu que escreves as "palavras"!...

Eu gosto imenso de as ler, assim, escritas por ti.

Bj

Meg disse...

Até que enfim, Eduardo.
Pois numa breve pausa (estou ausente) passo por aqui em boa hora!
E depois de ler o comentário que me antecedeu, chego à mesma conclusão... uma carga feminina nestas palavras. Um poema mais para sentir que para comentar.
Só espero que os amanhãs esjam apenas de mistério. De sombras, claro que não.

Que pena não nos deixares ler-te mais amiúde!

Um grande abraço