segunda-feira, junho 30, 2008

Às vezes... só de olhar pra ti,
sinto o sol queimar
a minha outra pele...
sinto o cheiro a mar
e os teus lábios
entre beijos e palavras.

E quantas vezes... só de pensar em ti...
imagino esse caminho, todo
nesses pés que foram meus.
Imagino os passos
e os teus dedos
entre festas e mãos dadas...

Misturo antes e depois
os dois que fomos
e quem somos hoje,
os dois...
Parto e fico...
Vou e volto.

E quando me sento... aqui,
neste banco breve e frio...
ancorado sem ter mar e sem ter rio...
é ainda o teu cheiro a pele molhada
que me faz voltar à estrada.
E querer o Mundo que não vi.

1 de Julho de 2008 (a pensar em 1 de Julho de 1986)

5 comentários:

Anónimo disse...

E, parabéns para ti, também!!

Beijos
Carmen

um Ar de disse...

O poema, como sempre, é lindíssimo.
Percebi a efeméride...
Pois, parabéns aos dois!...

[Beijos...@...]

P.S.: Faltava este poema!...

um Ar de disse...

Voltei para reler.
.
É solto... este poema!...
.
Solta-se ainda mais, na voz que o lê, que o murmura...
.
Perfeito.
.
[Beijo de admiração]

Anónimo disse...

Abraço

Afonso

Anónimo disse...

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