domingo, setembro 03, 2006

Amor ledo, amor triste, amor destino!

Amor mais alto que este no Universo
Somente o amor que Deus p’los Homens sente,
Tão alto que não cabe em simples verso,
Tão ateado e louco é o facho ardente.

Amor sublime, etéreo amor, imerso
Num coração sincero, eternamente;
Brotado deste sonho em mim submerso,
Amor puro, amor cego, amor demente.

Amor ledo, amor triste, amor destino:
Altivo, sonhador, silencioso,
Solitário, vagabundo e cruel;

Amor esculpido em coração felino
P’las mãos de Deus — o todo Poderoso —
Com fogo (não barro) e, em vez de água, fel!

joão lopes em 1989

4 comentários:

miosotis disse...

A tua pena era bem sensível nesses anos, jl!

boa semana!

Bel disse...

Adoraria contrariar a existência de um amor sublime, amor etereo mas não consigo, porque nem sempre se concorda com o peito onde a metafora perdida vive.
O soneto é lindo!
Boa semana

Silêncios disse...

É-me sempre difícil encontrar palavras para comentar decentemente o que por aqui encontro...
Fica um beijo

Poesia Portuguesa disse...

Ao JL:

Hoje o Poesia faz um ano.
Um ano inteiro dedicado à Poesia de autores de Blogues, em que tu és também participante.

Por isso o meu obrigada e o meu abraço ;)

Poderás ver a publicação nesta página:


http://portuguesapoesia.blogspot.com/2006_04_01_portuguesapoesia_archive.html